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Pescar

Atualizado a

Alosidae · Migradora rio–mar

Savelha

Alosa fallax

Parente mais pequeno do sável, também migrador, que sobe estuários e troços baixos dos rios na primavera para desovar. A pesca lúdica é proibida e as capturas acidentais devem ser devolvidas.

Savelha
Foto: Hans Hillewaert · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons
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Antes de levar

Tamanho mínimo

Não definido

Captura

Captura proibida

Registo de capturas

Não exigido

Conservação (IUCN)

Pouco preocupante (LC)

Captura e retenção proibidas na pesca lúdica. Se for apanhado, devolver de imediato à água. No troço internacional do rio Minho aplica-se o regulamento próprio desse troço (Comissão Permanente Internacional do Rio Minho), que pode ser diferente.

Fonte: DGRM, Perguntas frequentes da pesca lúdica (2026): espécies cuja captura e retenção é proibida. A lei em vigor prevalece sobre esta ficha. Confirme sempre as regras locais (editais da capitania, zonas protegidas, regulamentos de cada rio).

Onde encontrar em Portugal

Ilhas

  • registo excecional em 2014

    sem habitat de reprodução nas ilhas

Rios e albufeiras

Indicativo: a abundância varia com a época, a água e o ano. As localizações exatas dos pesqueiros nunca são mostradas aqui.

Como identificar

Corpo comprimido e prateado, com dorso azulado ou esverdeado e quilha ventral de escamas serrilhadas. Atrás do opérculo tem uma mancha escura seguida, em regra, de uma fila de 4 a 8 manchas ao longo do flanco superior.

As branquispinhas do primeiro arco são menos numerosas e mais grossas do que no sável (cerca de 40 a 60).

Confusões frequentes

Confunde-se com o sável, que é maior, tem geralmente uma só mancha nítida e muito mais branquispinhas finas. Em caso de dúvida trate o peixe como espécie protegida e devolva-o.

Também se pode confundir com a sardinha e o arenque em zonas estuarinas, que não têm a fila de manchas nem a mesma altura de corpo.

Onde vive

Vive no mar junto à costa e entra nos estuários e troços inferiores dos rios para desovar, em água doce ou na parte superior dos estuários, perto do limite da maré, normalmente sem subir tão longe como o sável. Ocorre nas bacias do Minho, Lima, Cávado, Douro, Vouga, Mondego, Tejo, Sado, Mira e Guadiana.

As barragens, a extração de inertes e a degradação da água afetaram as suas populações.

Comportamento e época

Alimenta-se de pequenos crustáceos, larvas e peixes. A migração reprodutora ocorre na primavera; a desova faz-se de noite, em águas pouco profundas com fundo de areia ou cascalho e corrente.

Ao contrário do sável, muitos adultos sobrevivem e regressam ao mar, podendo reproduzir-se mais de uma vez.

Como pescar

A captura e retenção na pesca lúdica estão proibidas. Pode ser apanhada por acidente no spinning com amostras pequenas em estuários e junto a açudes na primavera; nessas zonas e épocas prefira amostras maiores ou mude de pesqueiro se surgirem savelhas.

Se ferrar uma, mantenha-a dentro de água, retire o anzol com cuidado e solte-a logo. É muito sensível ao manuseamento e à falta de oxigénio.

Iscos e amostras

Não deve ser procurada com nenhum isco. As capturas acidentais acontecem com pequenas colheres, vinis e moscas, e às vezes com iscos naturais de estuário.

Anzóis sem farpa e um alicate de bico comprido facilitam a devolução.

Na cozinha

Tradicionalmente consumida frita ou de escabeche nas zonas ribeirinhas, mas o pescador lúdico tem de a devolver.

Curiosidades

  • Em Espanha chama-se «saboga»; em Portugal o nome é «savelha».
  • Ao contrário do sável, muitos adultos sobrevivem à desova e voltam ao rio em anos seguintes.
  • Pode hibridar com o sável quando as barragens forçam as duas espécies a desovar nos mesmos locais.
  • Raramente vai à lota e é muitas vezes confundida com o sável, o que dificulta conhecer a população.
  • Em 2014 foi registada pela primeira vez nos Açores, uma surpresa, porque as ilhas não têm rios adequados à sua reprodução.

Conservação

No Livro Vermelho dos Peixes de Portugal (2023) está classificada como Vulnerável (VU), com distribuição restrita e declínio continuado do habitat. Está nos Anexos II e V da Diretiva Habitats e no Anexo III da Convenção de Berna.

Ameaças: barragens e açudes, hibridação com o sável, extração de inertes, regularização dos rios, captação de água, efluentes, peixe-gato-europeu e alterações climáticas. Na dúvida entre sável e savelha, trate o peixe como protegido e devolva-o de imediato.

Galeria

  • Savelha
    Peter van der Sluijs (CC BY-SA 4.0)
  • Savelha
    Duarte Frade (CC BY 4.0)

Vivem nas mesmas águas

Espécies que se encontram nas mesmas zonas e habitats do savelha.

Referências

  1. Livro Vermelho dos Peixes (2023) - ficha Alosa fallax · ICNF / SNIPAD (categoria VU, bacias de ocorrência, ameaças)
  2. Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental (2023) · Magalhães et al. / FCiências.ID & ICNF (categoria de ameaça, distribuição por bacia, pressões e ameaças)
  3. Alosa fallax - denominações comerciais · Comissão Europeia (EUMOFA fish names) (nome português 'savelha'; 'saboga' é nome espanhol)
  4. Alosa fallax - Inventario Español de Especies Terrestres · MITECO (Espanha) (castelhano 'saboga', português 'savelha')
  5. Revista da UIIPS n.º 4 vol. 2 (2014) - sável e savelha no Tejo · Instituto Politécnico de Santarém (sável e savelha como recursos de pesca no Tejo)
  6. Primeiro registo de Alosa fallax nos Açores (2014) · Universidade dos Açores (repositório) (registo excecional de savelha nos Açores)
  7. Costa et al. (2001) - Portuguese shad populations · Knowledge and Management of Aquatic Ecosystems (declínio dos sáveis em Portugal: barragens, sobrepesca, poluição, inertes)
  8. Denominações comerciais autorizadas em Portugal (Anexo I da Portaria 587/2006, consolidado a 27/04/2021) · DGRM (nome oficial e denominações autorizadas)