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NóIniciaçãoMarÁgua doce

Nó Palomar

Também conhecido como Palomar

Nó simples e muito seguro para prender a linha a anzóis, destorcedores, alfinetes e amostras. Faz-se com a linha dobrada e funciona bem em nylon, fluorocarbono e sobretudo em multifilamento.

Nó Palomar
Foto: Vaughan Pratt · CC BY-SA 3.0
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Como fazer o nó

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    Dobre 20 a 30 cm de linha ao meio, formando uma laçada comprida.

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    Passe a laçada pelo olhal do anzol ou do destorcedor.

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    Com a linha dobrada, faça um nó simples largo, deixando o anzol pendurado na parte de baixo.

    Nó simples feito com a linha dobrada, antes de passar a argola pela laçada (demonstração com cordão).
    Nó simples feito com a linha dobrada, antes de passar a argola pela laçada (demonstração com cordão). · Der Barbar, CC BY 4.0
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    Passe o anzol (ou o destorcedor) por dentro da laçada que sobrou.

    A argola já passou pela laçada; falta molhar e apertar (demonstração com cordão).
    A argola já passou pela laçada; falta molhar e apertar (demonstração com cordão). · Der Barbar, CC BY 4.0
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    Molhe o nó com água ou saliva.

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    Puxe ao mesmo tempo a linha-mãe e a ponta solta, de forma uniforme, guiando a laçada para cima do olhal.

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    Verifique que as voltas assentaram sem se cruzarem e dê um puxão firme de teste.

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    Corte a ponta deixando cerca de 3 mm.

O que é

O nó Palomar é um nó de fixação (prende a linha a um objeto com olhal, como um anzol ou um destorcedor). Faz-se com a ponta da linha dobrada ao meio, de modo que o olhal fica abraçado por duas voltas de linha em vez de uma.

Foi apresentado em 1971 por Chester Palomar, na Califórnia, e ficou conhecido por ser fácil de aprender, de fazer com as mãos frias e por quase não perder resistência quando bem apertado.

Quando usar

Use-o sempre que precisar de prender a linha a um anzol de olhal, destorcedor (peça giratória que evita que a linha torça), alfinete (mosquetão pequeno) ou jig. É um dos nós mais recomendados para multifilamento (linha trançada, muito escorregadia), onde muitos nós de voltas simples deslizam, mas também serve para nylon (monofilamento) e fluorocarbono.

A limitação é que o objeto tem de passar por dentro da laçada: com amostras grandes com várias fateixas (anzóis triplos) torna-se incómodo, e aí o clinch melhorado ou o uni são mais práticos.

Dicas

  • Não aperte a seco: o atrito aquece e enfraquece a linha, sobretudo no nylon e no fluorocarbono.
  • Se a laçada ficar torcida ou cruzada sobre o olhal, o nó perde resistência; desfaça e volte a fazer.
  • Deixe linha dobrada suficiente para o anzol passar à vontade pela laçada; com laçada curta o nó fica mal formado.
  • No multifilamento muito fino, há quem passe a linha duas vezes pelo olhal antes de fazer o nó, para aumentar o atrito.

Montagens e material com este nó

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