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Pescar

Atualizado a

Istiophoridae · Mar

Espadim-azul

Makaira nigricans

Nome oficialEspadim · também autorizado: Espadim-azul-do-Atlântico

Gigante oceânico de bico em lança, alvo máximo da pesca grossa nos Açores e na Madeira. A captura deve ser registada na aplicação RecFishing e a libertação é a prática recomendada.

Espadim-azul
Foto: NOAA · Public domain · Wikimedia Commons
—

Antes de levar

Tamanho mínimo

Não definido

Captura

Pode ser capturada

Registo de capturas

Obrigatório na app RecFishing

Conservação (IUCN)

Vulnerável (VU)

A lei em vigor prevalece sobre esta ficha. Confirme sempre as regras locais (editais da capitania, zonas protegidas, regulamentos de cada rio).

Onde encontrar em Portugal

Costa do continente

Ilhas

  • AçoresFrequente

    Faial (Horta), Pico, São Miguel, bancos como o Condor e o Princesa Alice

    no verão

  • ao largo do Funchal e Porto Santo

    no verão

Indicativo: a abundância varia com a época, a água e o ano. As localizações exatas dos pesqueiros nunca são mostradas aqui.

Como identificar

Corpo muito alongado e robusto, com a mandíbula superior prolongada num bico arredondado em lança. Dorso azul-escuro, flancos prateados com barras verticais azul-claras que se desvanecem após a morte.

A primeira dorsal é alta à frente e baixa rapidamente; o pico dianteiro é mais baixo que a altura do corpo. Peitorais longas que se dobram contra o corpo e cauda em meia-lua muito potente.

Confusões frequentes

Confunde-se com o espadim-branco (Kajikia albida), mais pequeno, com a ponta da dorsal arredondada e manchas na dorsal; com o espadim-vela (Istiophorus albicans), de dorsal enorme em forma de vela; e com o espadarte (Xiphias gladius), cujo bico é achatado como uma espada e não tem barbatanas pélvicas.

Onde vive

Oceânico de águas quentes e azuis, vive nas camadas superficiais e acima da termoclina. Em Portugal é sobretudo encontrado nos Açores e Madeira, no verão, junto a montes submarinos e frentes de água quente; no continente é raro.

Comportamento e época

Grande predador de tunídeos (gaiado, albacora pequena), dourados, cavalas e lulas, que atordoa com o bico. As fêmeas atingem tamanhos muito superiores aos machos.

Chega às águas açorianas e madeirenses com o aquecimento da água no início do verão. Ferrado, faz corridas longas e saltos espetaculares.

Como pescar

Pesca embarcada de corrico a 7–9 nós com amostras grandes, ou com isco vivo (gaiado, cavala) junto a montes e manchas de água quente. Requer equipamento de pesca grossa, cadeira ou arnês e tripulação experiente.

A captura deve ser registada na aplicação RecFishing. Dê preferência à captura e libertação: use anzóis circulares no isco vivo, encurte a luta, mantenha o peixe dentro de água, retire o anzol ou corte o estralho perto da boca e reanime-o com o barco em marcha lenta antes de o soltar.

Iscos e amostras

Amostras: cabeças de corrico (skirted lures) grandes de 25–35 cm, em azul/branco, preto/roxo ou verde/amarelo, e teasers para atrair o peixe.

Isco natural: gaiado ou cavala vivos, ou isco morto montado para corrico (lula, peixe-voador).

Na cozinha

A carne é comestível, mas a prática recomendada na pesca lúdica é a libertação. Não tem tradição relevante na gastronomia portuguesa.

Curiosidades

  • As fêmeas podem pesar várias vezes mais do que os machos; os grandes exemplares são quase sempre fêmeas.
  • A Madeira e os Açores são conhecidos internacionalmente como destinos de pesca grossa ao espadim-azul.
  • As barras azuis dos flancos «acendem-se» quando o peixe está excitado, durante a caça ou a luta.
  • Usa o bico para golpear e atordoar as presas antes de as engolir.
  • A denominação comercial é espadim; «espadim-azul-do-Atlântico» é a designação completa autorizada.

Conservação

Classificado como Vulnerável pela IUCN, sobretudo por capturas acessórias nos palangres de atum e espadarte. Nos Açores existem limites regionais para a pesca lúdica de espadins. Boas práticas: captura e libertação com anzóis circulares, luta curta, peixe dentro de água e reanimação antes de o soltar.

Galeria

  • Espadim-azul
    Hugues Evano (IFREMER, Délégation océan Indien (DOI), Département Ressources Biologiques et Environnement (RBE), F-97420 (CC BY 4.0)
  • Espadim-azul
    Brian Oakes Haiti Hunter (CC BY 4.0)

Vivem nas mesmas águas

Espécies que se encontram nas mesmas zonas e habitats do espadim-azul.

Iscos, amostras e montagens para espadim-azul

Referências

  1. Anexo I – Denominações comerciais autorizadas (atualização de 4 de junho de 2020) · DGRM (Espadim (oficial), Espadim-azul-do-Atlântico)
  2. Portaria n.º 1/2024, de 5 de janeiro · Governo Regional dos Açores (espadim-azul abrangido pelas regras de pesca lúdica nos Açores)
  3. High value and long life – double jeopardy for tunas and billfishes · Collette et al., Science, 2011 (estado Vulnerável e ameaças)
  4. Tese sobre capturas de espadim-azul nos Açores · Universidade do Algarve (Sapientia) (capturas entre maio e agosto nos Açores (não lida na íntegra))
  5. Makaira nigricans – WoRMS · World Register of Marine Species (taxonomia e nome científico válido)
  6. Makaira nigricans – Lista Vermelha da IUCN · IUCN (Vulnerável)
  7. Denominações comerciais autorizadas em Portugal (Anexo I da Portaria 587/2006, consolidado a 27/04/2021) · DGRM (nome oficial e denominações autorizadas)