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Pescar

Atualizado a

Scombridae · Mar · Estuário

Atum-rabilho

Thunnus thynnus

Nome oficialAtum · também autorizados: Atum-rabilho, Rabilo, Rabil

O maior atum do Atlântico, migrador poderoso que passa pela costa portuguesa a caminho e de regresso das zonas de desova. Na pesca lúdica a captura tem regras muito restritas e deve ser registada.

Também conhecido como

  • Atum-de-direito · Algarve
  • Atum-de-revés · Algarve
  • Rabilho
Atum-rabilho
Foto: Unknown authorUnknown author · Public domain · Wikimedia Commons
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Antes de levar

Tamanho mínimo

Não definido

Captura

Captura condicionada

Registo de capturas

Obrigatório na app RecFishing

Conservação (IUCN)

Pouco preocupante (LC)

Na pesca lúdica só é permitida a retenção a bordo de embarcações da pesca turística previamente autorizadas pela DGRM, com exemplares de pelo menos 115 cm, até 500 kg por ano para o conjunto da pesca lúdica (Portaria n.º 14/2014, art. 11.º).

A lei em vigor prevalece sobre esta ficha. Confirme sempre as regras locais (editais da capitania, zonas protegidas, regulamentos de cada rio).

Onde encontrar em Portugal

Costa do continente

Ilhas

Indicativo: a abundância varia com a época, a água e o ano. As localizações exatas dos pesqueiros nunca são mostradas aqui.

Como identificar

Corpo fusiforme, muito robusto e alto, com dorso azul-escuro quase negro e flancos e ventre prateados, por vezes com manchas ou linhas claras.

Duas dorsais próximas, barbatanas peitorais curtas (não chegam à segunda dorsal), pínulas amarelas com bordo escuro atrás da segunda dorsal e da anal, e cauda em meia-lua com quilhas laterais fortes no pedúnculo.

Confusões frequentes

Confunde-se com o atum-patudo (Thunnus obesus), de olho maior e peitorais mais longas; com a albacora (Thunnus albacares), de barbatanas e pínulas amarelo-vivo e dorsal e anal alongadas nos adultos; e com o atum-voador (Thunnus alalunga), que tem peitorais muito compridas. As peitorais curtas e o grande porte identificam o rabilho.

Onde vive

Oceânico e migrador, vive na coluna de água, desde a superfície a centenas de metros. Passa ao largo da costa continental, com mais presença no Algarve e na costa sul e sudoeste, e também nos Açores e na Madeira. No Algarve foi a base das antigas armações de atum.

Comportamento e época

Caça cardumes de sardinha, cavala, carapau, biqueirão e lulas, em grupos que provocam grandes ebulições. Na primavera migra do Atlântico para o Mediterrâneo para desovar e regressa no verão: nas armações do Algarve chamava-se atum de direito ao que passava de poente para nascente em maio e junho, e atum de revés ao que regressava em agosto e setembro.

É extremamente potente e resistente: a luta pode durar horas com exemplares grandes.

Como pescar

Pesca embarcada de corrico, popping a cardumes à superfície e pesca com isco vivo ou à deriva. Exige material pesado, embarcação adequada e experiência.

Só pode ser retido em embarcações de pesca-turística autorizadas; em qualquer caso, a captura deve ser registada na aplicação RecFishing da UE. Dê preferência à captura e libertação: luta curta, devolução dentro de água, sem tirar o peixe para bordo, e reanimação com o barco em marcha lenta até o peixe nadar sozinho.

Iscos e amostras

Amostras: poppers e stickbaits grandes, lulas e penas de corrico, minnows de barbela grande e jigs pesados.

Isco natural: cavala, sardinha ou lula, vivas ou mortas, iscadas em anzóis circulares (que reduzem o ferrar no estômago e facilitam a libertação).

Na cozinha

Carne vermelha muito valorizada. Na tradição algarvia usa-se em atum de cebolada, estupeta, muxama (lombo salgado e seco) e em conserva. Lembre-se de que só pode ser retido nas condições autorizadas.

Curiosidades

  • As armações de atum dominaram a costa algarvia entre Vila Real de Santo António e Aljezur até aos anos 70 do século XX.
  • O último atum da antiga armação de Tavira foi apanhado em 1972; a pesca com armação só voltou nos anos 90, por uma empresa luso-japonesa sediada em Olhão.
  • Na Praia do Barril (Tavira) ainda se vê o «cemitério de âncoras» da antiga armação dos Três Irmãos.
  • Consegue manter o corpo mais quente do que a água, o que lhe permite caçar em mares frios.
  • Pode ultrapassar 4,5 m e várias centenas de quilos.
  • Rabilo e rabil são outras denominações autorizadas em Portugal.

Conservação

Esteve classificado como Em Perigo pela IUCN, mas a recuperação do stock do Atlântico oriental com o plano de gestão da ICCAT levou à reclassificação como Pouco Preocupante (2021). A pesca continua muito regulada. Boas práticas: preferir a captura e libertação com anzóis circulares, lutas curtas e peixe sempre dentro de água, e registar todas as capturas como exigido.

Galeria

  • Atum-rabilho
    Rafa Gallut (CC BY-SA 3.0)
  • Atum-rabilho
    Carmen Mínguez Díez (CC BY-SA 4.0)

Vivem nas mesmas águas

Espécies que se encontram nas mesmas zonas e habitats do atum-rabilho.

Iscos, amostras e montagens para atum-rabilho

Referências

  1. Anexo I – Denominações comerciais autorizadas (atualização de 4 de junho de 2020) · DGRM (Atum (oficial), Atum-rabilho, Rabilo, Rabil)
  2. Tese sobre as armações de atum no Algarve · Universidade do Algarve (Sapientia) (atum de direito (maio–junho) e de revés (agosto–setembro))
  3. Edital n.º 347/2021 · Diário da República (armações entre Vila Real de Santo António e Aljezur até aos anos 70)
  4. Como os japoneses fizeram renascer a tradição algarvia da pesca do atum · Diário de Notícias (fim em 1972 e retoma nos anos 90 em Olhão)
  5. Portaria n.º 1/2024, de 5 de janeiro · Governo Regional dos Açores (rabilho incluído nas regras de pesca lúdica dos Açores)
  6. High value and long life – double jeopardy for tunas and billfishes · Collette et al., Science, 2011 (estatuto anterior (Em Perigo))
  7. Thunnus thynnus – WoRMS · World Register of Marine Species (taxonomia e nome científico válido)
  8. Thunnus thynnus – Lista Vermelha da IUCN · IUCN (Pouco Preocupante (2021))
  9. Denominações comerciais autorizadas em Portugal (Anexo I da Portaria 587/2006, consolidado a 27/04/2021) · DGRM (nome oficial e denominações autorizadas)