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Pescar

Atualizado a

Cyprinidae · Água doce

Pimpão

Carassius auratus

Ciprinídeo de origem asiática, aparentado com a carpa mas sem barbilhos, presente em Portugal desde o século XVII e muito comum em albufeiras e águas lentas. A forma ornamental é o conhecido peixe-vermelho.

Também conhecido como

  • peixe-vermelho
Pimpão
Foto: No machine-readable author provided. Heptagon assumed (based on copyright claims). · Public domain · Wikimedia Commons
—

Antes de levar

Tamanho mínimo

Não definido

Captura

Pode ser capturada

Registo de capturas

Não exigido

Conservação (IUCN)

Pouco preocupante (LC)

A lei em vigor prevalece sobre esta ficha. Confirme sempre as regras locais (editais da capitania, zonas protegidas, regulamentos de cada rio).

Onde encontrar em Portugal

Rios e albufeiras

  • Alqueva e outras albufeiras; troços a montante das albufeiras

    o pimpão-cinzento também ocorre, em populações pouco significativas

  • albufeiras, valas e troços lentos

  • Baixo Mondego, valas e albufeiras

  • Bacia do SadoFrequente

    albufeiras e valas

Indicativo: a abundância varia com a época, a água e o ano. As localizações exatas dos pesqueiros nunca são mostradas aqui.

Como identificar

Corpo alto e comprimido, mais curto que o da carpa, com dorsal longa de primeiro raio duro e serrilhado. Não tem barbilhos.

Nas populações selvagens a cor é bronzeada, dourada ou acinzentada; aparecem também exemplares alaranjados ou manchados, descendentes de peixes ornamentais libertados.

Confusões frequentes

Confunde-se com a carpa juvenil, que tem dois pares de barbilhos e corpo mais alongado. Os híbridos carpa × pimpão têm características intermédias.

Em Portugal existe também o pimpão-cinzento (Carassius gibelio), referido desde 2012 e muito semelhante: tem corpo prateado-acastanhado, raios duros da dorsal e anal fortemente serrilhados, mais branquispinhas e peritoneu (forro da cavidade abdominal) negro. A separação segura exige exame em laboratório.

A tenca tem escamas minúsculas, pele viscosa e dorsal curta.

Onde vive

Espécie introduzida, originária da Ásia Oriental (China e Japão). Terá sido trazida da China no início do século XVII como peixe ornamental, sendo uma das introduções mais antigas no país, e foi depois disseminada por libertação de peixes de aquário e de lagos.

Vive em albufeiras, açudes, lagoas, valas e troços lentos de rios, sobretudo com pouca corrente e muita vegetação, tolerando águas quentes, turvas e pouco oxigenadas. Compete com espécies nativas e pode aumentar a turbidez; consulte as regras do ICNF sobre espécies exóticas.

Comportamento e época

Omnívoro de fundo: larvas, pequenos invertebrados, algas, sementes e detritos. Vive em cardume.

Desova da primavera ao início do verão sobre vegetação em águas baixas. É ativo sobretudo nos meses quentes.

Como pescar

Pesca-se à bóia com linha fina, ao fundo e com feeder. É captura frequente em concursos de pesca desportiva e nas sessões de carpfishing.

Os toques são suaves; bóias sensíveis e anzóis pequenos aumentam as capturas. A pesca em águas interiores exige licença do ICNF, e cada zona pode ter regras próprias.

Iscos e amostras

Pão, massa, milho, asticot, minhoca e pequenos pellets. Engodos finos de farinhas e pão, de preferência doces.

Na cozinha

Carne aceitável mas espinhosa e por vezes com sabor a lodo. Pouco valorizado; quando consumido, é frito ou de escabeche.

Curiosidades

  • É provavelmente o peixe introduzido há mais tempo em Portugal, ainda antes da carpa, trazido da China no século XVII.
  • Em cativeiro pode viver mais de 40 anos.
  • Tolera águas muito pobres em oxigénio, o que lhe permite sobreviver em valas onde outros peixes morrem.

Conservação

Em Portugal é exótico (Não Aplicável no Livro Vermelho de 2023; Pouco Preocupante a nível global) e, tal como o pimpão-cinzento, consta da Lista Nacional de Espécies Invasoras. Compete com ciprinídeos nativos e degrada a água. Boas práticas: nunca libertar peixes de aquário ou de lagos de jardim em rios e charcas; sobre o destino a dar aos exemplares capturados, consulte as regras do ICNF sobre espécies exóticas.

Galeria

  • Pimpão
    Desconhecido (CC BY-SA 3.0)
  • Pimpão
    Kritzolina (CC BY-SA 4.0)

Vivem nas mesmas águas

Espécies que se encontram nas mesmas zonas e habitats do pimpão.

Iscos, amostras e montagens para pimpão

Notícias, artigos e eventos: pimpão

Referências

  1. A taxonomic, geographic and temporal assessment of Portuguese freshwater fishes in Portuguese ichthyological collections (2026) · Santos, da Costa, Alves & Ceríaco – Natural History Collections and Museomics (introdução do pimpão no século XVII e da carpa no século XVIII)
  2. Ictiofauna dulçaquícola exótica da fração portuguesa da bacia do Guadiana · LPN – projeto LIFE Saramugo (origem chinesa, introdução no início do século XVII, habitat; pimpão-cinzento em Portugal desde 2012)
  3. Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental (2023) · Magalhães et al. / FCiências.ID e ICNF (estatuto NA de C. auratus e de C. gibelio (pimpão-cinzento))
  4. Lista Nacional de Espécies Invasoras (Anexo II do Decreto-Lei n.º 92/2019) · ICNF (C. auratus e C. gibelio na Lista Nacional de Espécies Invasoras)
  5. FishBase – Carassius auratus (factos verificados: tamanhos, distribuição) · FishBase (comprimento máximo 48 cm, idade 41 anos, distribuição nativa, ausência de barbilhos)
  6. FishBase – Carassius gibelio (factos verificados: tamanhos, distribuição) · FishBase (caracteres de C. gibelio (cor, raios serrilhados, peritoneu negro))