Atualizado a
Gadidae · Mar
Juliana
Pollachius pollachius
Nome oficialJuliana · também autorizado: Paloco
Gadídeo predador de costas rochosas, com maxila inferior saliente e linha lateral escura e curva. Muito procurado no Norte com amostras e vinis; também conhecido como paloco e, por alguns, badejo.
Também conhecido como
- badejo · Norte
- verdelho

Antes de levar
Tamanho mínimo
42 cm
Captura
Pode ser capturada
Registo de capturas
Não exigido
Conservação (IUCN)
Pouco preocupante (LC)
Regulamento (UE) 2026/249: proibida a captura e retenção na pesca lúdica entre 1 de janeiro e 30 de abril.
Fonte: DGRM, Tabela de Tamanhos Mínimos de Captura (26/02/2026): Portaria n.º 255/2022, Regulamento (UE) 2019/1241 e Regulamento (UE) 2026/249. A lei em vigor prevalece sobre esta ficha. Confirme sempre as regras locais (editais da capitania, zonas protegidas, regulamentos de cada rio).
Onde encontrar em Portugal
Costa do continente
- Costa do MinhoFrequente
Caminha, Vila Praia de Âncora, Viana do Castelo
abundância relativa estimada; costa rochosa com algas
- Costa NorteFrequente
Esposende, Póvoa de Varzim, Leixões
espécie explorada na área do Parque Natural do Litoral Norte
Indicativo: a abundância varia com a época, a água e o ano. As localizações exatas dos pesqueiros nunca são mostradas aqui.
Como identificar
Corpo alongado, dorso castanho-esverdeado a oliva, flancos dourados ou bronzeados e ventre claro. A maxila inferior é saliente e não tem barbilho.
A linha lateral é muito escura e curva-se por cima da barbatana peitoral. Três barbatanas dorsais e duas anais. Não tem mancha negra na base da peitoral.
Confusões frequentes
Confunde-se com o badejo (Merlangius merlangus), que tem mancha negra na base da peitoral e não tem a maxila inferior saliente, e com o escamudo (Pollachius virens), raro em Portugal, que tem linha lateral clara e quase reta.
Onde vive
Vive junto a rocha, recifes, naufrágios e florestas de algas, desde a zona de rebentação até cerca de 200 metros. Os juvenis passam os primeiros 2 a 3 anos perto da costa, em rochas, laminárias, praias e estuários.
Mais comum no Norte e Centro; rara a sul. Há registos antigos nos Açores.
Comportamento e época
Predador ativo de peixes pequenos (sardinha, carapau, galeotas), lulas e crustáceos. Caça a meia-água sobre a pedra, sobretudo com pouca luz.
Desova no inverno e início da primavera, em águas mais fundas.
Como pescar
A técnica mais popular é o spinning a partir de rochas e molhes, e embarcado sobre pedra, com vinis montados em cabeçotes e recolha lenta. O jigging e o corrico lento também funcionam bem.
Melhores alturas: nascer e pôr do sol, com mar mexido mas pescável e água com alguma espuma. Na rocha, nunca pesque sozinho com mar grosso e use calçado antiderrapante.
Iscos e amostras
Amostras: vinis de cauda batente (shads) em tons naturais ou fluorescentes, peixes artificiais de barbela, jigs metálicos.
Iscos naturais: tiras de sardinha ou cavala, lula, camarão vivo, isco vivo pequeno.
Na cozinha
Carne branca e delicada; boa frita, no forno ou cozida, à semelhança da pescada.
Curiosidades
- Pode passar 1,3 m e 18 kg, mas vive relativamente pouco (cerca de 8 anos).
- Os juvenis podem defender pequenos territórios de alimentação entre as algas.
- Em Portugal registaram-se nomes como paloco, verdelho, abadejo e badejo, o que explica muitas confusões com o verdadeiro badejo.
- O IPMA destaca a maxila inferior saliente como o sinal decisivo para a separar do badejo.
Conservação
Avaliada como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN (2013). Em Portugal está perto do limite sul da distribuição, pelo que as populações são mais pequenas do que no norte da Europa. Boas práticas: devolver juvenis, evitar pescar nas zonas e alturas de desova e preferir anzóis sem farpela na pesca com amostras.
Galeria
Vivem nas mesmas águas
Espécies que se encontram nas mesmas zonas e habitats do juliana.
Referências
- Juliana ou Badejo? (ficha de identificação, jan. 2017) · IPMA – Programa Nacional de Amostragem Biológica (identificação de juliana e badejo)
- Lista das Denominações Comerciais Autorizadas em Portugal (Anexo I, atualização de 9 set. 2026) · DGRM – Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (denominações comerciais oficiais)
- Ichthyofauna of Portugal: taxonomic diversity, common and scientific names of marine fishes, Vol. I (Carneiro, Martins, Reiner & Batista, 2019) · IPMA (nomes vulgares registados em Portugal e ocorrência no continente, Açores e Madeira)
- Commercially exploited species in PNLN (Parque Natural do Litoral Norte) · OMARE – Observatório Marinho de Esposende (presença na costa norte (Esposende))
- FishBase – Pollachius pollachius (dados factuais) · FishBase (tamanhos máximos e comuns, profundidade, longevidade, estatuto IUCN (factos verificados))
- Denominações comerciais autorizadas em Portugal (Anexo I da Portaria 587/2006, consolidado a 27/04/2021) · DGRM (nome oficial e denominações autorizadas)

