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Esocidae · Água doce
Lúcio
Esox lucius
Grande predador de emboscada, de corpo alongado e boca em bico de pato cheia de dentes. Introduzido em Portugal, é procurado em spinning nas albufeiras e rios lentos do centro e sul.

Antes de levar
Tamanho mínimo
Não definido
Captura
Pode ser capturada
Registo de capturas
Não exigido
Conservação (IUCN)
Pouco preocupante (LC)
A lei em vigor prevalece sobre esta ficha. Confirme sempre as regras locais (editais da capitania, zonas protegidas, regulamentos de cada rio).
Onde encontrar em Portugal
Rios e albufeiras
- Bacia do GuadianaFrequente
albufeira de Alqueva, troços baixos do Xévora e de outros afluentes
provavelmente a exótica de maior distribuição na bacia, por vezes em densidades elevadas
- Bacia do DouroRara
Douro internacional
expansão recente referida em conjunto para Tejo, Guadiana e Douro
Indicativo: a abundância varia com a época, a água e o ano. As localizações exatas dos pesqueiros nunca são mostradas aqui.
Como identificar
Corpo muito alongado e cilíndrico, com a dorsal e a anal colocadas muito atrás, perto da cauda. Cabeça comprida com focinho achatado em bico de pato e boca enorme armada de dentes afiados.
Coloração verde-oliva com manchas claras alongadas nos flancos (padrão que nos juvenis surge em barras) e ventre esbranquiçado.
Confusões frequentes
Inconfundível em Portugal. A lucioperca também é alongada e dentuda, mas tem duas barbatanas dorsais (a primeira com espinhos) e corpo com barras escuras verticais. O achigã tem corpo mais alto, boca larga sem dentes visíveis e dorsal ao meio do dorso.
Onde vive
Espécie introduzida, nativa do norte da Europa, Ásia e América do Norte e historicamente ausente da Península Ibérica. Foi introduzida em Espanha em 1949 para a pesca desportiva e chegou a Portugal pelos rios internacionais Tejo e Guadiana. Na fração portuguesa do Guadiana é hoje uma das exóticas mais espalhadas (Alqueva e troços baixos de afluentes como o Xévora), e nas últimas décadas expandiu-se também no Tejo e no Douro.
Prefere águas calmas ou de corrente fraca com abundante vegetação aquática, onde caça de emboscada. Como predador de topo, pode reduzir populações de peixes nativos; consulte as regras do ICNF sobre espécies exóticas.
Comportamento e época
Piscívoro e territorial: come peixes e, ocasionalmente, lagostins, rãs e aves aquáticas. Ataca de emboscada, com arranques muito rápidos a partir da vegetação ou de estruturas.
Desova muito cedo, entre fevereiro e abril, em zonas baixas e alagadas com vegetação. É ativo mesmo em água fria, o que faz do outono e inverno boas épocas.
Como pescar
A técnica principal é o spinning, com amostras médias e grandes junto a canaviais, árvores submersas e mudanças de profundidade. Também se pesca com peixe vivo ou morto à bóia ou ao fundo, onde permitido, e à mosca com streamers grandes.
Use sempre um terminal de aço ou fluorocarbono grosso, porque os dentes cortam o nylon. Leve alicate comprido para desferrar. Dias cinzentos, com vento e água fria, costumam ser os melhores. A pesca em águas interiores exige licença do ICNF, e cada zona pode ter regras próprias.
Iscos e amostras
Colheres ondulantes e rotativas grandes, spinnerbaits, jerkbaits, minnows, vinis tipo shad e swimbaits. Como isco natural, pequenos peixes inteiros.
Na cozinha
Carne branca e saborosa, mas com espinhas em forma de Y. Em Portugal é pouco tradicional; pode ser assado ou em filetes.
Curiosidades
- Não existia na Península Ibérica: foi introduzido em Espanha pelo serviço oficial de caça e pesca em 1949 e espalhou-se depois até Portugal.
- As fêmeas crescem mais do que os machos e podem chegar a 1,5 m; o peso máximo publicado ronda os 28 kg.
- Pode viver cerca de 30 anos.
- Nas coleções científicas portuguesas existe apenas um exemplar de lúcio, apesar de a espécie estar estabelecida no país.
Conservação
Em Portugal é exótico (Não Aplicável no Livro Vermelho de 2023; Pouco Preocupante a nível global) e consta da Lista Nacional de Espécies Invasoras. É um predador de topo que afeta ciprinídeos nativos ameaçados, como bogas e escalos. Boas práticas: nunca transportar lúcios vivos nem usar peixes vivos de outras massas de água como isco, desferrar com alicate e terminal de aço para evitar ferimentos; sobre o destino a dar aos exemplares capturados, consulte as regras do ICNF sobre espécies exóticas.
Galeria
Vivem nas mesmas águas
Espécies que se encontram nas mesmas zonas e habitats do lúcio.
Iscos, amostras e montagens para lúcio
Amostras
Amostra · Amostras duras
Amostras de mergulho (minnow e jerkbait)
Amostra · Amostras duras
Amostras de vibração (lipless)
Amostra · Amostras duras
Crankbait
Amostra · Metálicas
Colheres e spinners (medalhas)
Amostra · Metálicas
Spinnerbait e chatterbait
Amostra · Vinis
Cabeçote (jig head)
Amostra · Vinis
Vinis (amostras de silicone)
Material
Material · Bóias e acessórios
Alicate, desanzolador e régua de medição
Material · Bóias e acessórios
Camaroeiro e manta de desanzolar
Material · Canas
Cana de spinning
Material · Carretos
Carreto de bobine fixa
Material · Carretos
Carreto de tambor rotativo (baitcasting e multiplicador)
Material · Linhas
Linha multifilamento (trançado)
Notícias, artigos e eventos: lúcio

Guia
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Referências
- Ictiofauna dulçaquícola exótica da fração portuguesa da bacia do Guadiana · LPN – projeto LIFE Saramugo (introdução em Espanha e chegada pelo Tejo e Guadiana, distribuição no Guadiana, dieta, habitat)
- Cronologia da dispersão do lúcio na Península Ibérica (Limnetica 2) · Pena / Limnetica (introdução em Espanha em 1949 e dispersão ibérica)
- A taxonomic, geographic and temporal assessment of Portuguese freshwater fishes in Portuguese ichthyological collections (2026) · Santos, da Costa, Alves & Ceríaco – Natural History Collections and Museomics (expansão recente no Tejo, Guadiana e Douro (Martelo et al. 2021); exemplar nas coleções)
- Lista Nacional de Espécies Invasoras (Anexo II do Decreto-Lei n.º 92/2019) · ICNF (inclusão na Lista Nacional de Espécies Invasoras)
- Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental (2023) · Magalhães et al. / FCiências.ID e ICNF (estatuto NA em Portugal)
- FishBase – Esox lucius (factos verificados: tamanhos, distribuição) · FishBase (tamanho (137 cm FL, 150 cm TL fêmeas), peso 28,4 kg, idade 30 anos, ausência histórica na Península)
- Denominações comerciais autorizadas em Portugal (Anexo I da Portaria 587/2006, consolidado a 27/04/2021) · DGRM (nome oficial e denominações autorizadas)

