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Cabeçote (jig head)

Também conhecido como jig head, cabeça plombada, cabeçote chumbado, jig

Anzol com uma cabeça de chumbo ou outro metal moldada junto ao olhal. Serve para montar vinis, dar-lhes peso para o lançamento e fazê-los descer à profundidade certa.

Cabeçote (jig head)
Foto: George Chernilevsky · Domínio público
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O que é

O cabeçote é um anzol que tem, junto ao olhal, uma cabeça de metal pesado (geralmente chumbo, por vezes tungsténio ou outros metais). É a peça que transforma um vinil numa amostra completa: dá peso para lançar, faz o conjunto afundar e define a posição do vinil na água.

As cabeças podem ser redondas (as mais comuns), em forma de peixe, de bala (passam melhor entre ervas) ou achatadas (planam na queda e assentam melhor no fundo). O peso, o tamanho e a força do anzol variam muito, desde cabeçotes de poucos gramas para trutas e percas até modelos pesados para pesca em fundo no mar.

Como trabalhar

  1. Escolha um cabeçote cujo anzol sai a cerca de um terço do comprimento do vinil, a contar da cabeça.
  2. Meça o vinil contra o anzol para saber onde a ponta deve sair.
  3. Espete a ponta no centro da cabeça do vinil, faça-a avançar pelo interior e saia pelo dorso no ponto medido. Encoste bem o vinil à cabeça de chumbo.
  4. Confirme que fica direito; se não, desmonte e repita.
  5. Trabalhe com recolha linear ou aos saltos junto ao fundo (ver Vinis). Conte os segundos até tocar no fundo para saber a profundidade e repetir.

Montagens

Liga-se diretamente à linha (ou à baixada de fluorocarbono) com um nó de amostra. Alguns pescadores usam um pequeno snap (mosquetão) para mudar depressa de cabeçote; para predadores de dentes afiados, como o lúcio, usa-se uma baixada de aço ou de fluorocarbono grosso.

Onde arranjar

Lojas de pesca e online, em embalagens de várias unidades por peso e tamanho de anzol. Também se fabricam em casa com moldes, mas isso implica manusear chumbo derretido, com os cuidados de saúde que isso exige.

Conservação e cuidados

Seque-os depois de pescar no mar, para o anzol não enferrujar. Guarde-os separados por peso numa caixa compartimentada.

Dicas

  • Tenha vários pesos: mais vento, mais corrente ou mais profundidade pedem mais peso.
  • Pesos baixos descem devagar e parecem mais naturais; os peixes desconfiados preferem-nos.
  • Se a ponta do anzol perde o fio, afie-a ou troque o cabeçote.
  • Em fundos de pedra perdem-se muitos: leve reserva.

Regras

Águas interiores (rios e albufeiras): os editais publicados pelo ICNF repetem a regra geral de que cada cana pode ter apenas um anzol, exceto quando se usam iscos artificiais, que podem ter mais anzóis ou fateixas (anzóis triplos). Em águas de pesca aos salmonídeos (trutas) só é permitida uma cana; em águas de ciprinídeos, duas. Muitas zonas de pesca lúdica têm troços de pesca obrigatoriamente sem morte, onde só se admitem amostras com um único anzol sem barbela (abertura mínima de 0,7 cm nos editais consultados) e a pesca à pluma com anzóis sem farpela. As regras mudam de zona para zona: consulte sempre o edital da zona onde vai pescar, no portal do ICNF.

Mar (pesca lúdica): podem usar-se iscos naturais ou artificiais (art. 5.º da Portaria n.º 14/2014). Segundo a DGRM, cada praticante pode usar até três canas ou linhas, com um máximo de nove anzóis no conjunto; nos rios Cávado, Douro, Lima e Mondego o limite é de duas canas, e no Tejo e no Sado de duas canas com um máximo de 3 anzóis. A FAQ não esclarece como se contam as pontas de uma fateixa; em caso de dúvida, confirme junto da DGRM.

Regras, licenças e tamanhos mínimos →
  • Cabeçote com uma minhoca de vinil montada.
    Cabeçote com uma minhoca de vinil montada. · サミー, Domínio público

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