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Americano (minhoca-de-sangue)

Também conhecido como minhoca americana, minhoca-de-sangue, bloodworm, Glycera dibranchiata

Poliqueta importado da América do Norte, firme e cheio de «sangue» vermelho. Aguenta bem os lançamentos e serve para robalo, dourada e sargo, mas morde: tem quatro maxilas com veneno.

Americano (minhoca-de-sangue)
Foto: Natalia Agudelo (Smithsonian National Museum of Natural History), via Smithsonian Environmental Research Center · CC BY 2.0
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O que é

O «americano», também vendido como minhoca americana ou minhoca-de-sangue, é a Glycera dibranchiata, um poliqueta (verme marinho segmentado) da família Glyceridae. Vive enterrado nas planícies de maré da costa atlântica da América do Norte e pode chegar a cerca de 35 cm.

Chega a Portugal vivo, por avião. Um estudo das importações pelo aeroporto de Lisboa confirmou a espécie nos lotes vindos dos EUA, apanhados no estado do Maine; na altura, a maior parte seguia para Espanha, onde também é conhecido como «americano».

Tem uma probóscide (uma «tromba» que sai pela boca) com quatro maxilas ocas ligadas a glândulas de veneno, que usa para caçar e para se defender.

Como usar

É um isco denso e resistente, que se usa inteiro ou aos troços.

  1. Segure-o com firmeza pelo meio do corpo, longe da cabeça, para que a probóscide não chegue aos dedos.
  2. Para peixes grandes, isque-o inteiro: entre pela cabeça e faça-o subir pela haste, deixando uma ponta livre.
  3. Para peixe médio, corte troços de alguns centímetros e enfie-os pela haste, com a ponta do anzol à vista.
  4. O líquido vermelho que solta ao ser picado também atrai o peixe; troque o isco quando ficar pálido e vazio.

Montagens

Montagens de surfcasting e de fundo, na praia ou embarcado, e na pesca de margem em molhes e cais.

Onde arranjar

Compra-se vivo em lojas de pesca e de isco vivo. É sempre isco importado: em Portugal é uma espécie não indígena.

Conservação e cuidados

Os lotes importados viajam em caixas refrigeradas a cerca de 5 °C, com pasta de papel húmida a servir de cama. Mantenha-o na embalagem de origem, em local fresco e escuro, e leve-o para a pesca numa geleira. Evite água doce e sol, e retire os que morrerem.

Dicas

  • Cuidado com a mordida. Num caso descrito na literatura médica, a mordida de uma Glycera provocou dor imediata, inchaço e dormência no local; não é considerada perigosa, mas pode infetar. Lave e desinfete a ferida e procure um médico se a dor ou o inchaço piorarem nos dias seguintes.
  • Se tiver dúvidas a manusear, use uma toalha ou uma luva fina para o segurar enquanto isca.
  • Não deite os restos vivos à água: é uma espécie exótica em Portugal, e o comércio de isco vivo importado é apontado como uma via de introdução de espécies não indígenas.

Regras

Não foi encontrada regra específica da DGRM para o uso de poliquetas importados como isco. Aplicam-se as regras gerais sobre iscos e engodos da pesca lúdica (artigo 5.º da Portaria n.º 14/2014).

Regras, licenças e tamanhos mínimos →
  • Minhoca-de-sangue (Glycera dibranchiata), com o corpo rosado e anelado
    Minhoca-de-sangue (Glycera dibranchiata), com o corpo rosado e anelado · Robert Aguilar, Smithsonian Environmental Research Center, CC BY 2.0

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