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Montagem para robalo com isco vivo

Também conhecido como isco vivo, peixe vivo, pesca ao vivo

Montagem com bóia ou em linha livre para apresentar um peixinho vivo (carapau, peixe-rei, tainha pequena) ao robalo em portos, estuários e zonas de pedra. Exige anzol bem colocado e baixada resistente.

Montagem para robalo com isco vivo
Foto: Peter van der Sluijs · CC BY-SA 4.0
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Como montar

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    Monta o travão, a conta, a bóia e a chumbada corrida na linha-mãe, como numa bóia corrediça.

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    Ata o destorcedor à ponta da linha-mãe.

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    Ata o anzol à baixada de fluorocarbono e liga-a ao destorcedor.

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    Regula o travão para o isco nadar a meia-água ou um pouco acima do fundo.

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    Pega no peixe-isco com a mão molhada e espeta o anzol pela parte da frente do lombo ou pelos lábios, sem tocar na coluna.

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    Lança devagar, em arco, para não arrancar o isco; deixa-o trabalhar.

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    Quando a bóia afundar, dá uns segundos ao robalo para engolir e ferra com firmeza (com anzol circular, basta recolher e tensar).

O que é

Montagem pensada para manter um peixe pequeno vivo e a nadar à profundidade certa. Pode ser feita com bóia corrediça de maior capacidade (o isco nada debaixo dela) ou em linha livre, quase sem chumbo, deixando o peixe nadar sozinho. O robalo é um predador oportunista que ataca peixes vivos junto a estruturas, correntes e espumas.

Quando usar

Usa-se no mar e em estuários de água salgada, em cais, molhes, entradas de barra e zonas de pedra com corrente, sobretudo ao amanhecer, ao anoitecer e de noite, com marés vivas. O isco mais comum é o carapau pequeno, o peixe-rei ou a tainha pequena, apanhados no próprio local. A bóia mostra a atividade do isco (nervoso quando há predador perto) e o ataque.

Material da montagem

  • Linha-mãe: monofilamento 0,30–0,40 mm ou multifilamento 0,15–0,20 mm.
  • Bóia corrediça de 10–30 g, conforme o tamanho do isco.
  • Chumbada corrida leve (5–20 g), só para manter o isco à profundidade.
  • Destorcedor forte nº 4–8.
  • Baixada: fluorocarbono 0,35–0,50 mm, 0,8–1,5 m (aguenta o atrito com pedras e com a boca do robalo).
  • Anzol: 1/0 a 4/0 de arame forte, de preferência circular ou de ponta curta para isco vivo.
  • Balde ou viveiro arejado para manter o isco vivo.

Dicas

  • O isco morre depressa se for manuseado com a mão seca ou mantido em pouca água: troca a água ou usa arejador.
  • Anzol demasiado grande cansa o isco; demasiado pequeno não ferra bem um robalo grande.
  • Em corrente forte, a bóia deriva: acompanha-a com a linha e evita que vá para dentro de pedras.
  • Respeita o tamanho mínimo de captura do robalo e devolve com cuidado os que não o atingem.
  • Em águas interiores as regras para peixe como isco são diferentes; confirma no ICNF antes de usar.

Regras

No mar: até três canas ou linhas e nove anzóis por praticante (FAQ DGRM), com regras mais restritivas em alguns rios e áreas protegidas. Segundo a FAQ da DGRM (artigo 5.º da Portaria n.º 14/2014), podem usar-se iscos naturais ou artificiais, exceto ovas de peixe ou substâncias que causem danos ambientais. Em águas interiores, confirma junto do ICNF o que é permitido para iscos.

Regras, licenças e tamanhos mínimos →
  • Carapau, um dos peixes pequenos mais usados como isco vivo.
    Carapau, um dos peixes pequenos mais usados como isco vivo. · jujurenoult, CC BY 4.0

Nós, iscos e material desta montagem

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