Casulo
Também conhecido como Diopatra neapolitana, minhoca-de-tubo
Poliqueta que vive num tubo enterrado no lodo das rias. É o isco vivo mais procurado na Ria de Aveiro, no Tejo e na Ria Formosa, muito usado para dourada, sargo e robalo.

O que é
O casulo (Diopatra neapolitana) é um poliqueta que constrói um tubo vertical onde vive, enterrado no lodo e na areia vasosa das zonas entre marés. A ponta do tubo sai alguns centímetros do sedimento e costuma estar coberta de pedaços de concha e detritos, o que lhe dá o nome popular.
Segundo os estudos sobre a apanha de isco em Portugal, é a espécie-alvo principal na Ria de Aveiro, no estuário do Tejo e na Ria Formosa. Em Portugal existem várias espécies de Diopatra parecidas, pelo que a identificação exata nem sempre é simples.
Como usar
É um verme grande, resistente e com muito cheiro, que aguenta bem lançamentos e a investida de peixes miúdos.
- Retire o verme do tubo antes de iscar.
- Para peixes grandes, use-o inteiro, enfiado a partir da cabeça e com a ponta do anzol a sair a meio do corpo.
- Para sargo e peixe mais pequeno, corte-o em troços de 3 a 5 cm e enfie cada troço no anzol.
- Se o lançamento for forte, prenda-o com algumas voltas de fio elástico.
Montagens
Usado sobretudo no surfcasting (pesca de praia com lançamento longo) e na pesca de fundo em rias, canais e molhes, com um ou dois anzóis.
Onde arranjar
É vendido vivo em muitas lojas de pesca, sobretudo perto das rias. A apanha faz-se na maré vazia, cavando à volta do tubo, e é uma atividade intensa na Ria de Aveiro.
Conservação e cuidados
Mantém-se vivo vários dias em local fresco, na caixa original ou em algas húmidas com água do mar. Não o deixe ao sol nem em contacto com água doce.
Dicas
- Um troço de casulo dura mais no anzol do que a minhoca-da-lama, o que ajuda quando há muito peixe miúdo.
- Nas rias, a dourada responde bem ao casulo nas marés vivas de primavera e verão.
- A apanha intensiva revolve grandes áreas de sedimento: apanhe só o que vai usar.
Regras
Mar e estuários (DGRM). O limite diário de anelídeos (minhocas e afins) na pesca lúdica é de 0,5 litros por praticante, e não é permitido apanhá-los raspando as superfícies rochosas (n.º 4 do artigo 12.º da Portaria n.º 14/2014). A apanha lúdica sem licença só pode ser feita à mão; para usar pá ou enxada de cabo curto (utensílio previsto para a recolha de poliquetas) é preciso licença de pesca lúdica apeada (FAQ da DGRM). No Parque Natural da Arrábida e na Reserva Natural das Berlengas a modalidade de apanha está interdita.
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