Mexilhão
Também conhecido como Mytilus galloprovincialis, miolo de mexilhão
Bivalve das rochas e molhes. O miolo, mole e com muito cheiro, é isco para sargos, douradas e fanecas; a casca partida serve de engodo.

O que é
O mexilhão (Mytilus spp., na costa portuguesa sobretudo Mytilus galloprovincialis) vive fixo às rochas, pilares e molhes, na zona de marés. É alimento natural de sargos e douradas, que o partem com os dentes.
Como usar
- Abra o mexilhão com uma faca e retire o miolo inteiro.
- Passe o anzol várias vezes pela parte mais firme (o pé e os bordos), para o miolo não se soltar.
- Prenda-o com algumas voltas de fio elástico, sobretudo se for lançar.
Montagens
Boia e fundo leve junto a rochas e molhes, com anzóis pequenos a médios.
Onde arranjar
Apanha-se à mão nas rochas na maré baixa. Também se compra fresco ou congelado (já sem casca) em peixarias e lojas de pesca.
Conservação e cuidados
Fresco e fechado, aguenta um ou dois dias no frio. O miolo pode ser congelado; para ficar mais firme, há quem o passe por sal grosso.
Dicas
- Mexilhões esmagados com casca, lançados perto do pesqueiro, funcionam como engodo para sargos.
- Apanhe só o que vai usar e não arranque grandes manchas do mesmo sítio.
Regras
Tamanho mínimo: 5 cm (tabela da DGRM). Na pesca lúdica pode apanhar-se até 3 kg de mexilhão por pescador e por dia, além do limite de 2 kg para outros organismos que não sejam peixes nem cefalópodes (n.º 3 do artigo 12.º da Portaria n.º 14/2014). Sem licença, a apanha é só à mão; para usar faca de mariscar é preciso licença de pesca apeada (FAQ da DGRM). A apanha está interdita em todo o Parque Natural da Arrábida e na Reserva Natural das Berlengas.
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