Montagem de bóia corrediça (mar)
Também conhecido como bóia corrediça, bóia deslizante, bóia com travão, slider
Bóia que desliza na linha até um travão ajustável, permitindo pescar fundo mesmo com cana curta. Clássica na pesca de pedra e de cais a sargos, tainhas, salemas e bicas.

Como montar
- 1
Faz o nó de travão na linha-mãe (ou enfia o batente) e deixa-o solto para o poderes ajustar.
- 2
Enfia a conta pequena, que impede o travão de passar pelo furo da bóia.
- 3
Enfia a bóia corrediça pelo seu anel ou tubo interior.
- 4
Enfia a chumbada corrida e uma conta de proteção.
- 5
Ata o destorcedor à ponta da linha-mãe.
- 6
Ata a baixada com o anzol ao destorcedor.
- 7
Calibra com chumbos até só a antena da bóia ficar fora de água.
- 8
Desliza o travão até à profundidade pretendida e ajusta depois de alguns lançamentos.
O que é
Na bóia corrediça, a bóia não fica presa à linha: corre livremente até encontrar um travão (pequeno nó ou batente de borracha) colocado à profundidade desejada. Na recolha, a bóia desce até junto do chumbo e a montagem fica curta para lançar; na água, a linha corre até ao travão e o isco desce à profundidade marcada.
Quando usar
Usa-se em pesqueiros de pedra, molhes e cais com 2 a 10 m de água, quando o peixe come a meia-água ou perto do fundo e a pesca de fundo prenderia nas pedras. É a montagem típica para sargos e salemas com mar remexido junto às rochas, para tainhas nos portos (com pão ou massa) e para bicas, carapaus e cavalas com engodo.
A bóia mostra o toque: afunda, deita-se ou anda de lado. Ajustar o travão até o isco andar mesmo acima do fundo é o que faz a diferença.
Material da montagem
- Linha-mãe: 0,22–0,30 mm (flutuante ajuda a corrigir a deriva).
- Bóia corrediça de 4–15 g conforme o mar e a distância (até 20–30 g em mar forte).
- Travão: nó de travão em fio próprio ou batente de borracha, mais uma conta pequena acima da bóia.
- Chumbos: azeitona ou bala corrida e alguns chumbos de calibrar, com peso igual à capacidade da bóia.
- Destorcedor pequeno nº 10–14.
- Baixada: 0,16–0,25 mm (fluorocarbono em água limpa), 0,5–1,5 m.
- Anzol: nº 4 a 10 para sargo e salema; nº 8 a 14 para tainha.
Dicas
- Se a bóia não sobe até ao travão, o furo está obstruído ou a conta é demasiado pequena.
- Bóia mal calibrada (muito saliente) faz o peixe largar o isco por sentir resistência.
- Com vento lateral, afunda a linha-mãe com a ponta da cana para não arrastar a bóia.
- Com ondulação, usa bóia mais pesada e mais visível; em água parada, a mais leve possível.
- Iscos leves e engodo regular atraem e mantêm o cardume ao alcance da bóia.
Regras
Na pesca lúdica de mar (apeada ou embarcada) cada titular de licença pode usar até três canas ou linhas, com um máximo de nove anzóis no conjunto (artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 246/2000, na redação do Decreto-Lei n.º 101/2013, segundo a FAQ da DGRM). Há regras mais restritivas em alguns rios (por exemplo, no Tejo e no Sado não mais de duas canas e três anzóis) e em áreas protegidas como a Arrábida, as Berlengas ou a Costa Vicentina. Não é permitido usar ovas de peixe como isco.

Bóias de pesca de vários formatos e capacidades. · User:JrawX, CC0
Nós, iscos e material desta montagem
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